OS PRIMÓRDIOS DA FEIRA DE SANTANA
Eduardo Kruschewsky (*)
O Município de Feira de Santana teve os seus primórdios em 1615, com a
concessão de terras a Miguel Ferreira Feio. Foram 4 léguas em quadra, entre os
rios Pojuca, Jacuípe e Subaé, pórtico do sertão, onde foi fundado o povoado de
São José das Itapororocas, hoje distrito de Maria Quitéria. Ampliou-se o
município em 1619, com nova concessão de terras a João Peixoto Viegas que
aqui instalou currais nas terras da Casa da Ponte. Mais tarde, este senhor
ampliaria seu domínio comprando ao Juiz ordinário do Senado da Câmara de
Salvador, Bacharel João Lobo de Mesquita, outras glebas. Era uma vasta área
que compreendia as terras de Itapororocas, Jacuípe e Água Fria, sendo anexadas
às primeiras que lhe foram concedidas.
Os currais dos Viegas transformaram-se em parada obrigatória para todos
aqueles que, vindos do Norte, do sertão, se dirigiam ao porto de Cachoeira e isto
aumentou em muito o patrimônio familiar que, distribuído ainda em vida pelo
casal João Peixoto Viegas e Joana de Sá Peixoto, viria a ser dilapidado por seus
descendentes que hipotecaram léguas de terras às Irmandades de Salvador, à
Santa Casa de Misericórdia da Bahia e ao Convento Santa Clara do Desterro. O
município foi se estendendo e, dentro e pouco, passaram a existir as povoações
de Limoeiro e Humildes, além de uma pequena Capela na Fazenda Muchila, onde
hoje é a Catedral de Nossa Senhora de Sant’Ana.
Embora estes sejam os primórdios do município, é voz corrente na cidade que os
precursores de Feira de Santana são Domingos Barbosa de Araújo e Ana
Brandão. Na verdade, Domingos e Ana fizeram doação de 200 braças de terras,
no Alto da Boa Vista, em 1732, para construção da Capela de Sant’Ana e São
Domingos, 117 anos depois que Miguel Feio teve terras concedidas e 113 anos
após João Peixoto Viegas ter implantado o povoado de São José das
Itapororocas. A Capela construída no Alto da Boa Vista era circundada por
mananciais que chamavam de olhos d’água, daí o nome da Capela: Santana dos
Olhos D’Água.
Na verdade, a povoação que se formou no Alto da Boa Vista, chamada de
“Povoação de Sant’Anna dos Olhos D’Água”, cresceu mais que as outras já
existentes ou, até mesmo, que a primeira, São José das Itapororocas. Portanto,
se Miguel Feio foi o pioneiro, proprietário de terras doadas pelo reino; João
Peixoto Viegas fundou o primeiro povoado, o arruado de São José de
Itapororocas; Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandão foram os precursores
da cidade de Feira de Santana que, antigamente, chamava-se “povoado de
Sant’Anna dos Olhos D’Água”.
O saudoso Jorge Amado, quando aqui esteve em 1967, deu o seguinte
depoimento:
“Feira de Santana é uma capital. Não apenas porque o progresso que a anima
deixou de ser, há muito, o lento caminhar das cidadezinhas do interior, dando-lhe
dimensão metropolitana, mas porque esta cidade é a cabeça de uma região, é a
porta de entrada e saída de uma civilização sertaneja do couro. O Museu
Regional é o museu dessa civilização, dessa cultura, o museu do couro. Do couro
e do chifre, do metal para as esporas, da caça de agreste sabor, do vaqueiro e do
jagunço, de Besouro, de Lucas da Feira, de uma bravia saga de machos
destemidos”.
Feira de Santana é a terra de Godofredo Filho e de Eurico Alves Boaventura.
Godofredo, em 1926, já escancarava o seu amor pelo torrão natal, no poema
“Feira de Santana”. Só anos depois, este poema foi publicado, em 1977, pelo
Governo do Estado e reeditado em 1999 pela Secretaria da Cultura e Turismo da
Bahia, esta última reedição uma iniciativa do poeta Franklin Maxado que a
prefaciou. Nos versos finais, diz o poeta:
Já Eurives Boaventura, férreo defensor das coisas feirenses, fez algumas
declarações em carta dirigida, no ano de 1961, à Câmara de Vereadores:
“Não há passado maior ou menor do que outro. E todos são brilhantes desde que
construíram seu tempo, projetaram o presente e deixaram margem para o
futuro”.- E mais adiante continua – “Pois bem, nobilíssimos vereadores da minha
terra, já que nascemos neste inicio de sertão (e louvado seja o Senhor por tão
grande oferenda!), urge que, à porta do sertão, esteja uma fotografia da sua
vida total, no Museu do Vaqueiro. E fique aí toda a vida matuta. Arrebanhe-se o
que ainda se pode encontrar de documentação a respeito. Reúna-se toda a
tradição oral em gravadores. Fixe-se a vida do sertão. Desde o curral até as
casas luxuosas que a riqueza de uma boiada manteve e ainda mantém. (...) tudo
isto é vida”.
Eurico já não mais pertence ao mundo dos vivos e o seu desejo está, ao menos
em parte, realizado: Aqui estão implantados o Museu Regional, administrado pela
Prefeitura, e a Casa do Sertão, localizada no Campus da UEFS, criada pelo Lions
Club, quando presidente o jornalista e professor Raimundo Gama. A Casa do
Sertão é detentora das pesquisas do Monsenhor Renato Galvão, um riquíssimo
acervo da vida passada de Feira de Santana.
Contou-me o intelectual Dival Pitombo que o juiz de direito Eurico Boaventura
transpirava ansiedade ante a possibilidade de trazer à Feira o poeta Manuel
Bandeira. Infelizmente, Manuel Bandeira não nos deu a honra. Alquebrado,
convivendo com problemas de saúde, o poeta da “Estrela da Tarde” justificou o
não atendimento do convite de Eurico com o antológico “Escusa”, poema
facilmente encontrado nas boas antologias do poeta ou no seu livro “Belo Belo”.
Esta terra é berço de grandes nomes como: João Marinho Falcão, Arnold Silva,
Olney São Paulo, Alberto Alves Boaventura, Antonio Lopes, Colbert Martins da
Silva, José Falcão da Silva. Dival Pitombo, Eurico Alves Boaventura, Godofredo
Filho e tantos que já se foram... Terra de grandes homens que – graças ao bom
Deus! - permanecem ainda em nosso meio. Mas, sobretudo, Feira de Santana é o
torrão do homem bom e simples, do homem do povo, este herói anônimo que,
ao longo dos anos vem sendo coadjuvante da história da “Princesa do Sertão”.
Este nome deu-lhe Ruy Barbosa, encantado com sua beleza, quando aqui veio.
Mas, esta cidade não é só bela! Ela demonstra a sua vocação comercial, atraindo
para cá pessoas de todas as cidades baianas, de todos os Estados, além de
muitas pessoas de outros países. Muitos são os feirenses por adoção, morando
em casas simples, trabalhando diuturnamente pelo progresso desta terra,
vivendo no anonimato, e, sobretudo, amando Feira como mãe. Com a sua luta
diária, com o seu suor, o seu bem-querer, estão juntamente com os aqui
nascidos, escrevendo as páginas gloriosas da história desta “terra formosa e
bendita, paraíso com o nome de Feira!”.
Hoje, Feira de Santana é um entroncamento rodoviário de alta relevância: por
aqui passam veículos que circulam para todo o Brasil. Sua população é uma
miscigenação de raças, credos e naturalidades. Sua antiga feira na Praça da
Bandeira, eu conheci, andando, encantado, no meio dela. Era feira famosa no
mundo todo e está imortalizada no livro “A Feira na Década de 30”, de Antonio
Moreira Ferreira, uma viagem de volta aos tempos que não voltam mais, e no
belo “Memória Fotográfica de Feira de Santana”, editado pela Fundação Cultural
de Feira de Santana...
Aqui tudo é belo! A peculiaridade do seu clima; a placidez do seu povo; a beleza
da sua história; a falsa idéia de cidade do interior aliada à aparência de
metrópole numa confusão própria de quem é menina – mulher fascina e enfeitiça
a quem aqui moureja. Feira de Santana cresce, mas teima em manter seus usos
e costumes antigos, sua história, seus ícones preciosos e é comum vermos
passar nas ruas, misturadas com os automóveis modernos, as figuras dos
vaqueiros encourados ou a imagem do homem que, portando seu chapéu de
palha, pita o cigarrinho de fumo de corda, enrolado na palha de milho, enquanto
ao seu lado passa, com pressa, o executivo engravatado. Esta é uma cidade de
ruas centrais agitadas, com vocação para o comércio e a indústria, crescendo em
progressão geométrica! Contrastando com a agitação do centro, os bairros
residenciais, à noite, são modorrentos e podemos ouvir as cigarras quando o
feirense chega para o seu repouso de guerreiro. Esta é a Feira dos contrastes,
dos mistérios, dos encantos e da magia, a Feira de Maria Quitéria e de tantos
nomes que ajudaram a escrever a História do Brasil! Esta é a Feira que tanto
amo!...
(*) EDUARDO josé de miranda KRUSCHEWSKY é poeta, escritor, jornalista e funcionário
aposentado do Banco do Brasil, colaborou com diversos jornais e revistas, participou das
antologias “Florilégio”, “Memorial Poético de Feira de Santana” e “Poetas do Banco do Brasil”,
esta editada pela AABB-Recife-PE. Publicou “O Eu Encurralado”; “No Boteco & Outras Estórias” e
“Alguns Contos & A Bolha de Sabão”,  “Outros Contos... & Uma Novela”, “Antologia Poética”,
acompanhada de Cd de declamações, “Contos, Crônicas... & Uma História de Vida”  e a  História
em Quadrinhos, “Maria Quitéria, a Injustiçada”. Eleito pela terceira vez consecutiva, atualmente,
é o presidente da Academia Feirense de Letras, biênio 2009/2010.
Emancipação administrativa
Raimundo Gama (*)
É preciso que de um modo geral seja mais uma vez esclarecido. Em 18 de
setembro de 1833 ocorreu a emancipação política e administrativa do Município
de Feira de Santana e em 16 de junho de 1873 a Vila do Arraial de Santa Ana da
Feira de Santana foi elevada à categoria de cidade com a denominação de Cidade
Comercial de Feira de Santana. Como vemos são duas datas importantes, porém
distintas, conforme podemos observar a seguir:
Nosso município está comemorando 172 anos de sua emancipação política e
administrativa, consolidada com a instalação, posse e juramento da Câmara
Municipal da nova Vila do Arraial de Santa Ana da Feira, desmembrada da Vila de
Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira, hoje cidade de Cachoeira. À
nova Vila de Feira de Santa Ana ficaram compreendidas as freguesias de São
José das Itapororocas, Santana do Camisão e Santíssimo Coração de Jesus de
Pedrão.
A lei provincial de nº 234 de 19 de março de 1846 criou a Freguesia de Santana.
A lei provincial de nº 552 de 12 de junho de 1855 criou a Comarca de Feira de
Santana.
A lei provincial de nº 1.320 de 16 de junho de 1873, elevou a Vila de Santa Ana
à categoria de Cidade com a denominação de Cidade Comercial de Feira de
Santana.
De referência a nomenclatura da época quanto ao nome da cidade, até o ano de
1837 a Província da Bahia somente tinha uma que era a sua capital, a cidade de
Salvador. Posteriormente foram criadas as seguintes cidades: Cachoeira, Santo
Amaro, Valença, Nazaré, Maragogipe, Caravelas, Lençóis, Caetité, Barra do Rio
Grande e Feira de Santana.
Até 1938 as sedes municipais permaneceram como vilas, a partir de 02/03/1938,
através do Decreto nº 311 de Getúlio Vargas automaticamente todas as Vilas
passaram a cidades. No início do século XVIII, à beira da antiga Estrada das
Boiadas, passagem do gado que vinha do Sertão para os mercados de Cachoeira,
Santo Amaro e Salvador, o casal Domingos Barbosa de Araújo e Ana Brandoa
construiu uma pequena capela dedicada a Santana e São Domingos, em terras
da fazenda Olhos D´Água, de sua propriedade.
O local acabou tornando-se ponto de partida e pouso de boiadeiros, tropeiros e
viajantes, atraídos sobretudo pelos mananciais de água existentes nas
proximidades. Foi o bastantes para que, em pouco tempo, na área em torno da
capela surgisse um pequeno comércio dando origem a um vilarejo que logo se
tornou conhecido pela grande dimensão de sua feira de gado que atraía
vencedores e compradores de vários pontos da província e por volta de 1835
reunia entre 3 mil e 4 mil pessoas às terças-feiras de cada semana.
À medida em que o povoado crescia e se desenvolvia, aumentavam também a
feira-livre e a intensidade do comércio de gado. Em 18 de setembro de 1933,
ocorreu a emancipação política: o povoado, já bastante desenvolvido, foi elevado
à categoria de Vila do Arraial da Feira de Santana e tornou-se sede do Município
separado, desmembrado, como diz a ata de instalação desanexada da Vila de
Nossa Senhora do Rosário do Porto de Cachoeira. Quarenta anos depois, em 16
de junho de 1873, a vila foi elevada à categoria de cidade, com o nome de
Cidade Comercial de Feira de Santana.
Está aí a origem da maior cidade do interior da Bahia, marcada por dois
elementos que justificam e explicam o seu rápido crescimento e a dinâmica de
sua economia: a posição geográfica, a meio caminho entre a costa e o interior, e
uma clara vocação para o comércio.
De fato, nascida às margens da velha estrada das Boiadas, na época a mais
importante via de acesso aos pontos mais longínquos do Sertão desde o
Recôncavo até a minas de salitre da região do São Francisco e as fazendas
situadas além dos limites do Velho Chico -, a cidade acabou se tornando o mais
importante entroncamento rodoviário do Norte/Nordeste do país. E a pequena
feira-livre em volta da capela de Santana se transformou na grande feira-livre
que por muitos anos ocupou as principais ruas da cidade e onde se vendia
praticamente de tudo, atraindo gente de toda a região.
Indissoluvelmente ligada à vida de Feira de Santana, a atividade comercial marca
o destino histórico da cidade, que continua sendo um ponto de interseção, de
convergência de quantos passam por aqui para comprar e vender, é o comércio a
atividade que mais marcou a sua vocação – mesmo no tempo em que a atividade
agro-pastoril dominava a vida econômica da Bahia, Feira de Santana se destacou
como o grande centro de comercialização de gado e produtos os mais diversos,
escoadouro de grande parcela da produção pecuária e agrícola de uma vasta
região.
Desde aquela época, até hoje, assim caminha a cidade, dando saltos, crescendo
em todas as vertentes, contrariando os pessimistas, superando crises,
enfrentando desafios, transformada no grande centro distribuidor dos produtos
industrializados vindos de todos os pontos do país.
Se a velha feira-livre foi tangida das ruas centrais, confinando-se feirantes,
produtores e distribuidores na área restrita do Centro de Abastecimento
construido pela Prefeitura em meados dos anos 70, já havia ela cumprida seu
papel de elemento catalisador da formação de uma vasta rede de
estabelecimentos varejistas e atacadistas em condições de atender das mais
singelas às mais sofisticadas demandas da população regional.
A partir dos anos 60, as atividades econômicas do município- a essa altura
consolidado como o mais importante da Bahia, depois da Capital – ampliaram-se,
com a instalação das primeiras fábricas de médio porte e a implantação do
Centro Industrial do Subaé, o CIS, que hoje abriga empresas importantes como
Pirelli, Kaiser, Jossan, Química Geral do Nordeste etc.
Paralelamente, ocorreu também uma expansão do setor de serviços, sobretudo
nas áreas da medicina e da educação. No primeiro caso; Feira é considerado
mais importante pólo de medicina da Bahia depois de Salvador, com hospitais,
clínicas e laboratórios dotados dos mais modernos equipamentos e com um
quadro numeroso de profissionais de saúde de alta credibilidade. No campo
educacional, o destaque é sua universidade, a Universidade Estadual de Feira de
Santana, hoje apontada como uma instituição emergente de grande conceito no
universo acadêmico da região Nordeste.
O município possui hoje uma base, uma infra-estrutura de grande centro de
negócios: bem servido de estradas (pelo município passam as rodovias BR – 101
e BR – 116, principais ligações entre o Sul/Sudeste e o Norte/Nordeste),
Transportes, telecomunicações, energia elétrica, água, educação, instituições de
formação de mão-de-obra, equipamentos de saúde etc.
Um mero lançar de olhos sobre a cidade atual é suficiente para comprovar seu
grau de desenvolvimento. Um quadro certamente bem diferente de quando o
povoado de Santana dos Olhos D´Água foi visitado pelos naturalistas alemães
Von Spix e Von Martins, em 1819. Na época, os dois naturalistas o descreveram
como um “mísero povoado”, certamente impressionados com a pobreza das
casas com paredes de varas traçadas e enchimento de barro amassado, cobertas
com capim-guiné ou folhas de palmeiras.
Hoje o município de Feira de Santana tem uma população geral estimada em
527.625 habitantes distribuídos entre a zona rural e urbana segundo estimativa
do IBGE em (2005) e as características de uma verdadeira metrópole regional:
extensas e largas avenidas arborizadas, ruas pavimentadas e dotadas de rede de
drenagem de águas pluviais e de esgoto sanitário, prédios imponentes, lojas
sofisticadas e um intenso movimento de pessoas e veículos.
Esse movimento continua sendo maior às segunda-feira, dia em que, mesmo
após a extinção da antiga feira-livre que ocupava mais de 10 quilômetros de ruas
no centro da cidade, o comércio local continua atraindo milhares de pessoas dos
municípios vizinhos. É o dia de maior movimento comercial, sobretudo para a
vasta rede de estabelecimentos atacadistas nas ruas Sales Barbosa e Marechal
Deodoro.
Uma característica da cidade nos últimos anos foi a intensificação de
verticalização do processo das construções urbanas, com o surgimento de
numerosos edifícios de apartamentos, como resultado da crescente opção de
parte da população por um tipo de habitação que lhe assegura maior privacidade,
segurança e tranqüilidade.
A ciência demonstra que vive em processo contínuo de transformação, de
crescimento. Não se constrói com omissão e pessimismo. Assim é, também, uma
cidade. Ela impulsiona sua população ao exercício da cidadania e Feira de
Santana tem demonstrado que pulsa no ritmo de um novo tempo: tempo de
fazer construir.
É bastante examinar os dados e números recentes para comprovar que Feira de
Santana, apesar de alguns poucos incrédulos e dos pessimistas, cresce e se
desenvolve continuamente. É evidente que esse crescimento e esse
desenvolvimento também deixa suas vítimas: aqueles que não conseguem
adaptar-se aos novos tempos, ao novo ritmo da cidade. Mas, de um modo geral,
não é tarefa fácil encontrar empresas e empresários que têm demonstrado uma
bem sucedida vocação de criar e construir. Empresas que surgem e se
consolidam, unindo seu sucesso e seu destino ao sucesso e ao destino da própria
cidade.
Assim tem sido e, certamente, continuará sendo por muitos anos, quiçá por toda
a vida, para orgulho do povo feirense.
(*) RAIMUNDO Gonçalves GAMA é escritor, jornalista,, fundou diversas instituições em Feira de
Santana. Publicou “Recortes de Canudos”, “Feira de Santana e Ruy Barbosa- O Pouso da Águia na
“Terra Formosa e Bendita”, “Filosofia Grega Antiga: Um Pouco de História” e “Feira de Santana
em Postais!”. Tem colaborado com diversos jornais e revistas, é Secretário Geral da Academia
Feirense de Letras, biênio 2009/2010.